Olá meninas,
Hoje quem escreve é a Lari, convidada pela Maga para fazer um "post" especial para vocês, tudo para contar um pouco de como será a aula que acontecerá dia 22 de outubro
Para este dia
especial preparei duas páginas e um mini álbum que vamos fazer juntas.
Deixem-me contar um pouquinho destes projetos para vocês:
1 - Mini álbum poético "It takes a family to make a home"
Num
mini álbum em madeira da novíssima linha mistables da Pink Paislee
iremos, poeticamente, retratar nossa família e o amor que por ela
sentimos.
Usaremos de muita poesia e trabalharemos as minhas técnicas de
maior sucesso no momento neste mini álbum - pintura em canvas com
sprays e Pan Pastels; transferência de imagens, colagens e muita
poesia...
Vocês precisarão de 3 fotos no tamanho 9x12 cm (com borda de mais 0,5 cm) PB, retratando a sua família.
Levem
mais uma foto da família em PB impressa em impressora jato de tinta e
em papel sulfite gramatura 0,75. Recomenda-se um retrato em que o rosto
das pessoas que nele aparecem esteja pequeno. A foto será transferida
em canvas e recortada em formato de uma borboleta de 5 cm, portanto, é
uma foto pequenina e menor que estes 5 cm que precisamos, OK?
O pano de fundo de nossa decoração é este poema de Vinícius de Moraes:
"
A Casa Materna" Há,
desde a entrada, um sentimento de tempo na casa materna. As grades do
portão têm uma velha ferrugem e o trinco se oculta num lugar que só a
mão filial conhece. O jardim pequeno parece mais verde e úmido que os
demais, com suas palmas, tinhorões e samambaias que a mão filial,
fiel a um gesto de infância, desfolha ao longo da haste.
É sempre quieta a casa materna, mesmo aos domingos, quando as mãos
filiais se pousam sobre a mesa farta do almoço, repetindo uma antiga
imagem. Há um tradicional silêncio em suas salas e um dorido repouso em
suas poltronas. O assoalho encerado, sobre o qual ainda escorrega o
fantasma da cachorrinha preta, guarda as mesmas manchas e o mesmo taco
solto de outras primaveras. As coisas vivem como em prece, nos mesmos
lugares onde as situaram as mãos maternas quando eram moças e lisas.
Rostos irmãos se olham dos porta-retratos, a se amarem e compreenderem
mudamente. O piano fechado, com uma longa tira de flanela sobre as
teclas, repete ainda passadas valsas, de quando as mãos maternas
careciam sonhar.
A casa materna é o espelho de outras, em pequenas coisas que o olhar
filial admirava ao tempo em que tudo era belo: o licoreiro magro, a
bandeja triste, o absurdo bibelô. E tem um corredor à escuta, de cujo
teto à noite pende uma luz morta, com negras aberturas para quartos
cheios de sombra. Na estante junto à escada há um Tesouro da juventude
com o dorso puído de tato e de tempo. Foi ali que o olhar filial
primeiro viu a forma gráfica de algo que passaria a ser para ele a
forma suprema da beleza: o verso.
Na escada há o degrau que estala e anuncia aos ouvidos maternos a
presença dos passos filiais. Pois a casa materna se divide em dois
mundos: o térreo, onde se processa a vida presente, e o de cima, onde
vive a memória. Embaixo há sempre coisas fabulosas na geladeira e no
armário da copa: roquefort amassado, ovos frescos, mangas-espadas,
untuosas compotas, bolos de chocolate, biscoitos de araruta - pois não
há lugar mais propício do que a casa materna para uma boa ceia
noturna. E porque é uma casa velha, há sempre uma barata que aparece e
é morta com uma repugnância que vem de longe. Em cima ficam os
guardados antigos, os livros que lembram a infância, o pequeno
oratório em frente ao qual ninguém, a não ser a figura materna sabe
por que, queima às vezes uma vela votiva. E a cama onde a figura
paterna repousava de sua agitação diurna. Hoje, vazia.
A imagem paterna persiste no interior da casa materna. Seu violão
dorme encostado junto à vitrola. Seu corpo como que se marca ainda na
velha poltrona da sala e como que se pode ouvir ainda o brando ronco
de sua sesta dominical. Ausente para sempre da casa materna, a figura
paterna parece mergulhá-la docemente na eternidade, enquanto as mãos
maternas se fazem mais lentas e as mãos filiais mais unidas em torno à
grande mesa, onde já agora vibram também vozes infantis.
(A casa Materna, Vincícius de Moraes)
Super inspirador não é mesmo?
Vão
pensando numa descrição especial assim para a casa de sua mãe, sua
casa atual, seus sentimentos de infância... Da parte decorativa eu me
encarrego!!!
2 - Página Special Menu
Nesta
página cheia de detalhes, irems contar sobre as coisas adoráveis,
doces e que dão tempero a nossa vida. Com um toque de anos sessenta, a
página tem tons de vermelho, verde e madeira predominantemente. Separem
duas fotos PB ou sépia (pode ter um toque vintage amarelecido se
quiserem que fica muito bom).
Uma das fotos tamanho 6X6 cm e a outra
4,5 X 4,5 cm. Apesar de vocês poderem escolher fotos de comida,
restaurantes, etc, eu usei mesmo dois retratos de minha filha usando um
vestido de bolinhas. O título, de qualquer forma, dá para adaptar pois
vocês terão uma cartela inteira de adesivos à disposição!!! Iupi!!!
3 - Página Happy Times
Nesta
página vamos retratar aquilo que nos faz feliz! Que tal as pequenas
coisas da vida? um beijinho, um carinho, o céu azul, passarinhos,
nossos momentos de criação, etc....
Montada com uma série de
detalhes fofos, em tons predominantes de azul e rosa, vocês precisarão
de uma foto 5X 7 com margem (mais 0,5 cm em cada lateral), colorida e
horizontal. Eu usei um retrato com duas crianças na minha página.
Além
de muita disposição e seu material básico de scrap, precisam levar
canetinhas preta de ponta média e fina, um pincel médio, um pincel
largo e um mais fino. Levem a ferramenta crop-a-dile, dobradeira, Stazon preta, carimbeira marrom, papel toalha,
avental, cola pano e uma cola para coisinhas pequenas do tipo glue dots,
tacky tape, etc. Até breve!!!
Lari